Vigilância em saúde e epidemiologia básica para a prática
Aprenda no seu ritmo, amplie sua formação e receba certificado de curso livre.
Curso livre de 30 horas, on-line e assíncrono, sobre como a informação de saúde é coletada, contada, lida e devolvida, e o que cada pessoa do serviço faz com ela. Começa pelos quatro campos da vigilância e pelo ciclo da informação, passa à aritmética de ensino (proporção, razão, incidência, prevalência, mortalidade e letalidade) e ao roteiro para conferir, na fonte oficial do dia, o que se notifica, quem notifica e como. Segue para a lógica dos surtos e da investigação, a leitura de cobertura vacinal como proporção, noções de vigilância ambiental, sanitária e do trabalhador, e a leitura crítica de boletim e de manchete com número. Fecha com uma atividade integradora sobre um município fictício. Casos, números e serviços dos exercícios são todos inventados. O curso é educacional: não conduz surto, não decide notificação de caso real, não substitui a vigilância local nem amplia o âmbito de atuação de nenhuma profissão. Listas, prazos e normas não são reproduzidos de memória.
publicado em 02/11/2026 · texto atualizado em 02/11/2026
- Carga horária
- 30 horas
- Conteúdo
- 7 módulos · 24 unidades
- Acesso
- Sem data de término
- Certificado
- Validação pública por código
O que este curso não é: não substitui atendimento, diagnóstico, prescrição nem orientação individualizada, e não habilita à prática profissional. É um curso educacional on-line, 100% assíncrono.
Conteúdo que pode pesar: o curso pode tratar de temas sensíveis, como sofrimento psíquico, doença grave, morte, suicídio ou violência. Leia no seu ritmo e pare quando precisar.
Se algo mexer com o que você está vivendo: o curso não é lugar para cuidar de uma crise pessoal. Procure um serviço de saúde ou alguém de confiança, e, se houver risco imediato, ligue para o SAMU 192 ou o CVV 188.
Para quem é
Estudantes e profissionais da atenção primária e da farmácia, gestores e pessoas da recepção e do atendimento que lidam com informação de saúde. Não exige formação em epidemiologia nem matemática além de proporção e regra de três; os termos técnicos são explicados na primeira vez. Fazer o curso não dá atribuição nova a ninguém e não autoriza a decidir, em nome do serviço, o que só a vigilância ou o responsável do serviço pode decidir.
Pré-requisitos
Nenhum formal. Recomenda-se ler o texto de abertura sobre o limite do curso: é informação educacional, e as decisões sobre notificação, investigação e comunicação cabem à vigilância do município e ao serviço, com base na norma vigente.
O que você vai aprender
- Dizer o que o curso faz e o que não faz, e a quem levar uma dúvida sobre um caso real.
- Distinguir os campos da vigilância e descrever o ciclo da informação, de coletar a devolver.
- Calcular e interpretar proporção, razão, incidência, prevalência, mortalidade e letalidade em exemplos fictícios.
- Descrever dados por tempo, lugar e pessoa antes de explicar, sem afirmar causa.
- Aplicar o roteiro para conferir, na fonte oficial do dia, o que se notifica, quem notifica, em que prazo e por qual canal.
- Reconhecer problemas de qualidade e de sigilo em uma ficha fictícia.
- Comparar o observado com o esperado e ler a descrição de uma curva epidêmica como hipótese.
- Seguir a lógica de uma investigação em passos, sem rotina de campo.
- Ler uma cobertura como proporção e enxergar o que a média esconde.
- Saber a quem levar uma situação ambiental, sanitária ou do trabalho.
- Ler um boletim e uma manchete com número fazendo boas perguntas e comunicar sem alarme nem falsa segurança.
Competências
- Leitura de número de saúde com cuidado com denominador, período e comparação.
- Conferência autônoma de listas, prazos e canais na fonte oficial do dia.
- Registro e encaminhamento de uma observação a quem decide, sem identificar pessoas.
- Distinção entre descrever, explicar e agir.
- Comunicação sóbria de número ao público e à equipe.
- Conhecimento do próprio limite de atuação e capacidade de pedir ajuda à vigilância.
Como é estudar aqui
Continue de onde parou
O curso sempre mostra a próxima seção. Em textos longos, o aparelho lembra a parte em que você parou, e só ele: isso não vai para a plataforma.
Revise o que quiser
Nos cartões e nas perguntas de estudo, marque o que precisa rever e, se quiser, guarde para voltar em 1, 3, 7, 14 e 30 dias. É para estudar: não vale nota.
Metas e lembretes só se você escolher
Você pode combinar dias de estudo e uma meta de seções por semana. Não há sequência diária nem cobrança, e todos os avisos por e-mail têm o “Pare por aqui”.
Ao terminar
Uma página mostra o que você fez e quando o certificado é liberado: 7 dias depois do pagamento, que é o prazo em que você pode desistir da compra.
Conteúdo programático
O que é vigilância e quem a faz · 4 h
Inclui 20 seções · 4 casos · 16 cartões de estudo · 32 questões nos desafios
- Limites do curso e para que serve vigiar — O que este curso faz e não faz, o que é vigiar a saúde de uma população e para que isso serve (ver cedo, decidir melhor, avaliar o que foi feito), e o que a sua função não decide sozinha.
- Os campos da vigilância: agravos, ambiente, serviços, trabalho — As quatro vigilâncias descritas na política nacional (epidemiológica, ambiental, do trabalhador e sanitária), o que cada uma observa, por que laboratório e análise de situação atravessam todas e como uma mesma situação pode caber em mais de um campo.
- Quem faz o quê: do serviço ao nível nacional, sem inventar o organograma — O desenho geral do que cabe ao serviço, ao município, ao estado e ao nível nacional na vigilância, por que a estrutura real varia, e o roteiro de perguntas para descobrir quem é a vigilância do seu município e o que ela espera de você.
- O ciclo da informação: coletar, consolidar, analisar, devolver, agir — As etapas pelas quais a informação de saúde passa (coletar, consolidar, analisar, devolver e usar para decidir e agir), por que o ciclo só fecha quando a informação volta a quem a produziu, e como reconhecer e escrever uma devolução ao serviço de origem.
Medir saúde com aritmética de ensino · 5 h
Inclui 20 seções · 4 casos · 19 cartões de estudo · 32 questões nos desafios
- Contar e comparar: número absoluto, proporção e razão — A conta que sustenta a leitura de um boletim: número absoluto, proporção (parte sobre o todo) e razão (uma quantidade sobre a outra), com quadros de números inventados, dois caminhos para cada conta e a explicação de por que a contagem sozinha engana quando as populações diferem.
- Casos novos e casos existentes: incidência e prevalência — A diferença entre casos novos num período e casos existentes num momento, a taxa de ensino (casos novos ÷ população em risco no período × base) e a proporção de casos existentes, com quadros de números inventados e a regra de escrever sempre o período e a base.
- Mortalidade e letalidade: duas perguntas diferentes — Mortalidade por uma doença (óbitos sobre a população) e letalidade (óbitos entre os casos contados sobre os casos): as duas contas com números inventados, o cuidado com o numerador e a leitura de uma manchete inventada que troca uma pela outra.
- Tempo, lugar e pessoa: descrever antes de explicar — Como ler uma tabela pequena de casos por semana e por bairro: média simples, proporção por bairro e distribuição por faixa, sempre com números inventados, e como escrever frases que descrevem e terminam em pergunta, sem afirmar causa nem culpar ninguém.
Notificação: o que, quem, como e por quê · 4 h
Inclui 15 seções · 3 casos · 10 cartões de estudo · 24 questões nos desafios
- Para que se notifica e o que muda quando a notificação chega — O que é notificar, o que a vigilância faz com um aviso (somar, comparar com o esperado, avisar, agir), a diferença entre notificar, investigar e tratar, e as duas periodicidades oficiais em palavras, sem lista de agravos, sem prazo e sem decidir notificação de caso real.
- O roteiro para conferir a lista oficial do dia — Seis perguntas para conferir, na fonte oficial do dia, se um agravo consta na lista, quem notifica, em que periodicidade, por qual canal, o que fica em sigilo e quem do serviço sabe, aplicadas a doenças inventadas, sem afirmar agravo, prazo ou canal reais.
- Do serviço à vigilância: qualidade do dado, sigilo e retorno — Como revisar uma ficha fictícia antes de enviá-la (campos em branco, data impossível, duplicidade, texto livre que identifica), por que se escreve só o necessário, o que a unidade diz e não diz sobre sigilo e o que o serviço pode pedir e esperar de volta, sem sistema, sem prazo e sem parecer jurídico.
Surtos e investigação: a lógica, sem rotina de campo · 5 h
Inclui 20 seções · 4 casos · 18 cartões de estudo · 32 questões nos desafios
- Esperado e observado: quando um aumento merece atenção — Como comparar o número visto com o número esperado, de onde vem o esperado, o que falta saber antes de chamar um aumento de surto e por que quem decide é a vigilância, com séries e municípios inventados.
- Ler uma curva epidêmica descrita em texto — Como descrever em palavras uma série de casos ao longo do tempo, o que três formatos de curva sugerem como hipótese e o que uma curva nunca permite afirmar, com tabelas inventadas no lugar de figuras.
- A lógica da investigação em passos — O mapa conceitual dos passos de uma investigação, lido como dependências e não como ordem única, a definição de caso como simplificação declarada do curso e a quem o resultado precisa chegar, sem rotina de campo.
- Quem percebe primeiro e o que faz ao perceber — O que registrar, sem identificar ninguém, a quem avisar e como escrever um recado curto quando uma farmácia, uma escola ou uma recepção percebe algo incomum, com Faça e Não faça de serviço e sem decidir notificação de caso real.
Imunização e doenças evitáveis: leitura de cobertura · 4 h
Inclui 15 seções · 6 casos · 15 cartões de estudo · 24 questões nos desafios
- Cobertura é uma proporção: numerador e denominador — A cobertura vacinal lida como proporção: quem a conta considera vacinado dividido pela população-alvo. Conta refeita por dois caminhos, o efeito de um denominador errado e os sinais de que o dado precisa de conferência, com números inventados e sem calendário nem meta reais.
- A média que esconde: homogeneidade e bolsões — A média de cobertura de um município pode esconder bairros sem proteção. Conta pelo total, homogeneidade, bolsão e monitoramento rápido, com quadros inventados, e perguntas para entender uma cobertura baixa sem culpar quem mora lá.
- Vigilância das doenças evitáveis por vacina — Como o dado de vacinação e o dado de caso se cruzam: por que um caso suspeito pesa mais onde a cobertura é baixa, quem faz o quê entre a vigilância e o serviço de vacinação, e como escrever o número numa frase de boletim fictício, sem decidir notificação nem descrever procedimento.
Vigilância ambiental, sanitária e do trabalhador: noções · 4 h
Inclui 15 seções · 3 casos · 13 cartões de estudo · 24 questões nos desafios
- Ambiente como fonte de risco: água, ar, solo, vetores e animais — Como o ambiente entra na vigilância da saúde: uma lista de fatores a observar (água de consumo, ar, solo e contaminantes, desastres, vetores e animais), quem acompanha cada um, por função e com ressalva, e a pergunta que se leva à vigilância do município, sem padrão numérico e sem norma.
- Vigilância sanitária: serviços e produtos, e a quem se leva uma situação — O que a vigilância sanitária acompanha (produtos, serviços e estabelecimentos), um roteiro de quatro perguntas para levar uma situação sem agir por conta própria e a diferença para a farmacovigilância, com situações fictícias e sem norma, infração, multa, prazo ou telefone.
- Saúde do trabalhador e a articulação entre vigilâncias — O que a vigilância em saúde do trabalhador observa, quem faz o quê por função, como ela se articula com as demais vigilâncias num problema fictício que atravessa campos, a ideia de Uma Só Saúde em uma frase e por que a articulação falha quando o dado não circula, sem direito trabalhista e com a notificação de agravos do trabalho a conferir na fonte oficial do dia.
Ler e comunicar números · 4 h
Inclui 15 seções · 5 casos · 21 cartões de estudo · 30 questões nos desafios
- Ler um boletim fictício sem se perder — Leitura de um boletim de vigilância totalmente inventado: período, fonte, data de corte, o que entra na conta, dado provisório e atraso de notificação, para dizer o que ele permite afirmar, o que não permite e o que perguntar antes de repassar.
- Notícia, manchete e desinformação com número — Quatro perguntas para ler qualquer número numa manchete (de onde vem, qual é o denominador, qual é o período, comparado com quê), a reescrita sóbria de uma manchete inventada e uma frase de comunicação ao público que nem assuste nem tranquilize em excesso.
- Atividade integradora, avaliação final e síntese — Revisão do curso inteiro, módulo por módulo, e produção de uma nota de uma página sobre um município totalmente fictício (uma série de casos, um quadro de cobertura e um boletim inventado), seguida da avaliação final com questões de todos os módulos.
Carga horária de 30 horas, somando leitura do material, atividades escritas, casos para analisar, desafios e avaliação (o programa acima soma 30 h estimadas). Só a leitura do texto leva cerca de 4,4 horas; o restante é tempo de fazer as atividades e estudar com atenção. Não é tempo de página aberta.
Docentes e responsáveis
- Prof. Dr. Edson Sidião de Souza Júnior — Farmacêutico (UFG, 2000; CRF-GO 3686); mestre (2004) e doutor (2008) em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Goiás. Docente e responsável acadêmico pelo curso
Como concluir e certificar
Concluir todas as seções dos sete módulos, ser aprovado(a) nos desafios com nota mínima de 70% (até 2 tentativas por questão) e registrar as atividades escritas, incluindo a integradora, com o número mínimo de palavras. Nenhuma atividade escrita é lida por pessoa nem recebe nota; quando a conferência automática estiver ativada no curso, ela é opcional, dá sugestões antes do envio com apoio de inteligência artificial e não impede a conclusão. Nunca se escrevem dados de pessoa, paciente, serviço ou município reais. O curso é 100% on-line e assíncrono. O certificado informa a carga horária cumprida e o código de verificação; não sugere reconhecimento oficial nem habilitação profissional.
- Concluir todo o percurso obrigatório do curso (leituras, atividades e entregas).
- Ser aprovado em cada desafio, com nota de corte de 70%. Cada questão aceita até 2 tentativas.
- Emitir o certificado na própria plataforma, depois dos 7 dias em que você pode desistir da compra.
Certificado emitido por i9educar (CNPJ 35881166000149), com código de verificação pública. Certificado de curso livre não confere graduação, especialidade nem habilitação profissional; o aproveitamento como atividade complementar depende da regra da sua instituição de ensino. O certificado é liberado 7 dias depois da confirmação do pagamento.
O certificado é concedido por requisitos de conclusão automáticos: as seções, os desafios e a atividade escrita registrada, com um tamanho mínimo. A coordenação lê a atividade depois e pode devolvê-la para nova versão, mas o certificado não atesta avaliação individual feita por professor.
Sobre o conteúdo de saúde
O curso tem finalidade educacional. Não substitui atendimento, diagnóstico, prescrição nem orientação individualizada, e não deve ser usado para decidir o cuidado de pessoas.
- Revisão técnica
- Dr. Edson Sidião de Souza Júnior, Farmacêutico (CRF-GO 3686)
- O que foi revisado
- Todo o conteúdo
- Revisado em
- 01/11/2026; a revisão vale até 01/11/2027
A plataforma guarda o que a pessoa que revisou declarou sobre a própria formação e registro; não verifica registro profissional. Como o conteúdo é feito e corrigido: veja a política editorial.
Perguntas frequentes
Quando recebo o acesso?
Assim que o pagamento é confirmado, e você recebe um e-mail de confirmação. O Pix costuma ser confirmado em minutos; no boleto, a compensação depende do banco.
Por quanto tempo tenho acesso ao curso?
O acesso vale por sem data de término. O que você concluir fica registrado, e um certificado emitido continua válido e verificável.
Como funciona a avaliação e quando saio com o certificado?
Você conclui todo o percurso obrigatório e é aprovado em cada desafio, com nota de corte de 70%. Cada questão aceita até 2 tentativas. O certificado é emitido por você, na plataforma, depois dos 7 dias em que é possível desistir da compra, e leva um código de verificação pública.
Posso desistir da compra?
Sim. Em até 7 dias corridos você desiste sem dar motivo e o valor pago volta para você. Depois desse prazo, o pedido de reembolso segue a política publicada no site.
Preciso de conhecimento prévio?
Nenhum formal. Recomenda-se ler o texto de abertura sobre o limite do curso: é informação educacional, e as decisões sobre notificação, investigação e comunicação cabem à vigilância do município e ao serviço, com base na norma vigente.
O curso substitui atendimento ou me habilita para a profissão?
Não. É um curso livre, de finalidade educacional: não substitui atendimento, diagnóstico, prescrição nem orientação individualizada, e o certificado não habilita ao exercício profissional. O aproveitamento como atividade complementar depende da regra da sua instituição de ensino.
Posso estudar pelo celular?
O site foi feito para funcionar no celular, sem aplicativo, e pode ser instalado na tela inicial. Leitura, desafios e entregas escritas têm tela própria para telas pequenas, e seções que você salvar podem ser lidas sem conexão.
Como é calculada a carga horária?
A carga declarada, de 30 horas, não pode ser maior do que a soma do tempo estimado das seções do percurso obrigatório: a plataforma não deixa publicar assim. Não é tempo de página aberta. Detalhes na página "Como calculamos a carga horária".
Quem revisou o conteúdo de saúde?
A revisão técnica é de Dr. Edson Sidião de Souza Júnior, que declarou a formação Farmacêutico. A ficha completa, com data e validade, está na seção "Sobre o conteúdo de saúde" desta página.
Mais sobre o cálculo da carga horária em Como calculamos a carga horária; sobre a desistência, na política de reembolso.